segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Saudade



















Estava lindo o meu mar
Vestido de azul e branco
Rebelde batia
E dizia: bom dia.
Fiquei ali quieta
Parecia que sussurrava
Parecia que brincava
E pelas rochas entrava.
Perguntei às ondas
Poque tinha que ser assim
Falei-lhes de saudade
Sorriram-me com bondade.
Falaram com carinho
Murmurando baixinho
O horizonte olhei
E mais um pouco fiquei.
Ai quem me dera
Dentro das ondas mergulhar
Brincando conseguem sempre
O meu coração acalmar.


Crinstina

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

A neve


A neve
A neve pôs uma toalha calada sobre tudo.
Não se sente senão o que se passa dentro de casa.
Embrulho-me num cobertor e não penso sequer em pensar.
Sinto um gozo de animal e vagamente penso,
E adormeço sem menos utilidade que todas as ações do mundo.
Alberto Caeiro - Poemas Inconjuntos